Em diversos momentos, as empresas precisam passar por mudanças. Isso é algo inerente ao mundo dos negócios, que está em constante evolução. Seja para conseguir atender as exigências internas ou mesmo para se adaptar aos contextos externos, os processos de transformação são cada vez mais rotineiros e a forma como são conduzidos pode ser determinante no sucesso da organização.

Seus fundamentos são cruciais, e devem abranger não apenas a alta direção, mas também os gerentes que atuam nas linhas de frente e serão os responsáveis pela aplicação e monitoramento das novas atividades no dia a dia.



Mudar nem sempre é simples, pelo contrário. A depender da extensão e da complexidade da mudança, podemos observar a necessidade de um trabalho árduo para que a implantação ocorra de maneira menos traumática e que seja sustentável ao longo do tempo.

Por que as mudanças acontecem?

Normalmente, as transformações organizacionais são motivadas pela necessidade de aumentar a produtividade e a qualidade dos produtos ou dos serviços prestados. Cada vez mais surgem novas maneiras de trabalhar, promovidas por avanços em tecnologias e na forma como os processos são executados.

Contextos de crise na economia geral ou mesmo fatores pontuais, como variações climáticas e problemas de abastecimento, também geram a necessidade de mudanças. Algumas delas são apenas transitórias, mas outras podem trazer impactos permanentes. Por exemplo, os protocolos de segurança na aviação após os atentados de 11 de setembro de 2001.

Muitas vezes, as mudanças ocorrem por pressões promovidas pelas pessoas que atuam na execução dos processos. Tanto em casos de demandas sustentadas por sindicatos e outras entidades de classe, que normalmente buscam o aumento da segurança e bem-estar dos empregados, mas também por transformações mais amplas na sociedade. A forma como as empresas lidam com os millennials é muito distinta do que as práticas utilizadas na época dos chamados baby boomers.

Há outros fatores que culminam em mudanças, como fusões e aquisições, trocas de controle acionário ou na diretoria, adaptação à concorrência ou mesmo o abandono planejado de determinados produtos cujos ciclos de vida se encerram.

Para que sejam implantadas, novos conhecimentos e habilidades são requeridos em toda a cadeia de produção. Quanto mais pessoas e atividades estiverem envolvidas, quanto maiores são alterações nas interfaces, mais complexo será o processo. Do lado positivo, hoje sabemos como nunca antes quais são os requisitos para fazer essas mudanças de um modo eficiente e sustentável.

Como implantar e sustentar as mudanças organizacionais?

O processo de transformação nas empresas é pautado essencialmente em liderança, gerenciamento e treinamentos. Como vimos, as mudanças podem ocorrer por diferentes motivos e, por essa razão, nem sempre há como fazê-las em prazos confortáveis. A urgência acaba sendo uma premissa praticamente implícita em muitos desses casos.



A busca deve ser sempre pela melhoria contínua e não apenas por esforços únicos de resultados limitados. Nesse sentido, o papel dos líderes é essencial. São eles que priorizam o que é certo e direcionam as equipes para os objetivos que devem ser alcançados. Tem a responsabilidade pela capacitação dos envolvidos, e também devem delegar e cobrar a execução das tarefas estabelecidas nos planos de ação.

O gerenciamento deve acontecer com base em fatos e dados, com a performance medida por meio de indicadores que permitam avaliar a efetividade das ações de mudança. Não adianta mudar para permanecer no mesmo patamar ou até piorar o desempenho.  Diversos aspectos relacionados ao modo como as transformações acontecem estão relacionados com a mentalidade e com o comportamento das pessoas impactadas. Por isso é que a gestão precisa acontecer de maneira competente, visando o alinhamento de todos os que estiverem inseridos no contexto.

Para que tudo ocorra conforme o planejado, é imprescindível que todos sejam treinados de forma a suprir suas deficiências e possam se adaptar aos novos processos. Profissionais treinados se tornam mais capazes de contribuir para que as mudanças aconteçam com êxito. Os treinamentos são uma forma muito apropriada de diminuir a resistência dos colaboradores às mudanças, visto que dão visibilidade às iniciativas e incentivam o senso de pertencimento. Com isso, podemos observar um maior engajamento dos funcionários, algo que é fundamental para que as mudanças sejam implantadas de modo eficiente.

É comum ver empresas que falham em seus processos de mudança, justamente por não priorizarem e não promoverem o desenvolvimento desses três fatores. Por meio deles é que se pode criar uma cultura aberta à inovação, em que o mind-set e a forma de agir das pessoas serão capazes de sustentar essas transformações ao longo do tempo. E, é justamente a ausência desse tipo competência que impede que as organizações triunfem ao implantar as mudanças que precisam para que continuem existindo.

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Author: Matheus Santiago

Consultor de Gente e Gestão na RAIDHO Consultoria. Atuo em projetos que integrem o crescimento de negócios ao desenvolvimento de pessoas. Graduado em Administração pela UFMG, com especialização em Gestão de Projetos pelo IETEC, Coach pelo Instituto Brasileiro de Coaching (IBC) e Mentor de Startups na Techmall.