Antes de pensar nas competências do futuro, resolva os problemas do presente!

As pessoas começaram a se preocupar com o futuro das profissões. Normalmente, elas têm receio de que seus postos de trabalho sejam substituídos por robôs ou por processos automatizados. De fato, é uma preocupação genuína.

Algumas delas passam então a procurar alternativas de desenvolvimento. Buscam adquirir competências que podem fazer a diferença no horizonte que está por vir. Eu mesmo já escrevi sobre a necessidade de focar nas soft skills para nos prepararmos pros novos tempos. Considero o assunto realmente importante.



Porém, nunca devemos nos esquecer de algo básico: determinadas práticas são atemporais e se não conseguirmos resolver os problemas do presente de modo excepcional, de nada nos adiantará a inquietação com o amanhã.

Seja “bom de serviço”

Você pode ser diretor de multinacional ou engraxate na rodoviária da cidade. Se tiver um serviço a fazer, que seja bem feito. Tanto faz qual é sua ocupação. “Sua meta é ser o melhor do mundo naquilo que você faz. não existem alternativas.” – Vicente Falconi.

É claro, têm dias em que estará mais desanimado, há outros que nada vai sair como planejou. Isso pode acontecer, mas jamais pode virar rotina. É fundamental que você trabalhe buscando reconhecimento, de modo que todas as pessoas vejam sua capacidade de agregar valor e entregar resultados.

Mesmo que não saibam exatamente quais são todas as suas funções, devem sempre se lembrar de você como alguém que cumpriu o combinado. É importante que você tente superar as expectativas de modo a jamais carregar a alcunha de “enrolado”. Isso é algo que valia no passado, vale hoje e vai continuar valendo em qualquer época.

Haja educadamente

Quando falamos de educação, entramos num campo bastante extenso das relações humanas. Há inúmeros exemplos que podemos citar como demonstrativo de boa educação ou de sua ausência total. Algo interessante nesse sentido é a questão do cumprimento de horários. Aqui no Brasil está praticamente institucionalizado que um atraso de dez ou quinze minutos é razoável.

Chegar atrasado a um compromisso sem que haja uma justificativa realmente pertinente – questões de trânsito ou climáticas não valem, a menos que seja uma catástrofe – é algo muito descortês. Na Europa as pessoas são cobradas por um minuto de demora para começar uma reunião.

Por aqui também ainda vemos com certa frequência pessoas que ocupam cargos de chefia que julgam ter o direito de destratar seus colaboradores e até mesmo os clientes. Falam aos berros, assediam moralmente, não demonstram nenhum traço de inteligência emocional.

Não sei se houve um tempo onde agir dessa forma era realmente aceitável, mas com certeza atualmente não deveria ser. Se uma pessoa que tem esse tipo de atitude não conseguir melhorar seu comportamento hoje, não adianta aprender nenhuma habilidade dessas recomendadas para o futuro. Ela dificilmente vai estar empregada no longo prazo.

Preze pela honestidade

É meio óbvio dizer que devemos agir com correção, sempre respeitando os limites da ética, mas em nosso país não custa lembrar. Nos habituamos a resolver os problemas dando um “jeitinho”, embora seja absolutamente errado.

Virou moda dizer que furar uma fila não dá no mesmo que desviar milhões de reais por meio de corrupção, como se a gravidade do segundo ato justificasse o primeiro. É claro que são ações com pesos diferentes, e não é porque alguém pega uma caneta de modo indevido na empresa em que trabalha que ela colocaria as mãos no dinheiro público. Essa relação não é intrinsecamente direta.

Porém, um erro não exime o outro. São escalas distintas, mas ambas passíveis de punição. E quanto mais alguém comete fraudes, por menores que sejam, mais se habitua a fazê-las. No longo prazo, pode perder qualquer noção de limite e fica muito difícil dizer até onde pode ir.

De fato, um indivíduo que acha normal agir de modo incorreto hoje em dia, pode acabar se complicando muito futuramente, pois os dispositivos de segurança tendem a ser progressivamente mais rigorosos. Além do que, é muito difícil superar uma mancha por uma demissão envolvendo algo do tipo.

Entregar o que se espera, agregando valor e conseguindo reconhecimento. Ser educado e agir educadamente, no sentido mais vasto do termo. Executar suas tarefas de modo correto, em conformidade com a lei e com os regulamentos de sua empresa.

Essas são algumas das práticas que se você não conseguir resolver no presente, muito provavelmente não haverá nenhum título, certificado ou qualquer tipo de competência que salve seu emprego no futuro.

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