Como a educação vai dar conta de 380 milhões de novos estudantes

Educação no Futuro

Essa frase me impactou tanto que resolvi falar sobre ela na coluna de hoje.

“Até 2020, cerca de 380 milhões de estudantes estarão conectados a salas de aulas virtuais, movimentando US$ 24 bilhões.”

Para que essa demanda fosse suprida, seria necessário que duas universidades fossem criadas por dia durante 18 anos para que as 2,7 bilhões de pessoas que estarão em idade escolar até 2035 fossem atendidas.



Mais do que as propagandas que vemos por aí de ‘o mundo mudou e o ensino também’, estamos vivendo a disruptura de um modelo extremamente pragmático.

Por isso que gosto de viver nesta época. Olha que privilégio viver essa era da complexidade. A era da abundância.

A um clique e touche de distância você tem acesso a praticamente qualquer informação. As universidades não detêm mais a informação.

A democratização do ensino permitirá que pessoas no Brasil tenham o mesmo acesso à educação do que pessoas dos Estados Unidos.

O Startse diz que “O mercado de educação superior cresceu muito nos últimos anos, mas só a tecnologia será capaz de gerar um crescimento exponencial, a ponto de atender uma demanda que só cresce”.

Pesquisei algumas startups, pessoas, iniciativas que já estão transformando esse cenário e te convido para conhecer esses transformadores, e começar a questionar dentro da sua bolha social e digital, qual o seu papel como agente multiplicador dessa mudança? Como exercer? Como reaprender?

Mudando o mercado de educação

Personalização da aprendizagem

A startup Já Entendi buscou a necessidade de ensino na base da pirâmide. Se questionarmos o motivo de sermos avaliados da mesma forma a vida inteira… rapidamente vamos compreender como surgiu a Já Entendi.



Eles transformam apostilas e livros em vídeos para facilitar o aprendizado de pessoas da base da pirâmide empresarial.

É hora de programar

Aula de culinária? nananinanão! As crianças estão aprendendo a programar. Dia desses fui em um meetup e a galera falou que antes o básico era inglês… agora a língua básica é a programação.

Então que seja desde sempre! A Happy Code entendeu a demanda e percebeu que os pais já estavam prontos para dar esse passo com seus filhos.

Realidade aumentada e gamificação fora do papel

Minha conterrânea, Eruga, nasceu em Curitiba com o objetivo de criar verdadeiras imersões por meio de realidade virtual e aumentada.. mas muuuuito mais eficientes! A companhia entendeu dores latentes do mercado corporativo e propõe a eliminação de custos com deslocamento, infraestrutura, impressão e materiais e até mesmo matéria-prima.

Fora que gamificação muda complementarmente a experiência do usuário e chega a reduzir em 300% o custo em treinamentos.



Não tive a oportunidade de aprender nada nesses moldes ainda. Você já? Quanto tempo levará até isso se tornar comum na educação?

Dados para melhorar a jornada de aprendizado

Nunca vi em ação, mas quando descobri o que faziam juro que fiquei com vontade de criar uma conta na hora. A proposta parece incrível.

Também de Curitiba, a Engaged uniu dois pilares que eu acredito muito que influenciam, melhoram e tornam um negócio previsível: dados e colocar o cliente no centro.

Eles mapeiam todo o ciclo de vida do aluno e analisam possíveis gaps: retenção, engajamento do usuário com a instituição e como inovar dentro dos processos que já operam.

Empreendedorismo + Educação = acesso!

Isso é uma das vertentes que mais me encanta nessa transformação que vivemos. Empreendedores que trabalharam para educar o mundo. Dar acesso e permitir que outras pessoas se desenvolvam, cresçam e prosperem por ter acesso ao conhecimento.

Carlos Souza, um dos fundadores do Veduca está possibilitando que brasileiros tenham acesso gratuito a cursos de universidades como Harvard, Standford, Yale, Princeton e UCLA, além de brasileiras como USP, Unesp e Unicamp.

E caso você queira o certificado, basta pagar. Mas poderá fazer os cursos sem o certificado… gratuitos!

A transformação digital provoca a mudança de vários cenários. O próprio Youtube, em pesquisa recente realizada pelo Google e pela Box1824 diz que 87% dos usuários que buscam por vídeos na plataforma querem desenvolver habilidades profissionais.

E você, já pensou de que forma o seu negócio encaixa com conhecimento? Você já tem sido impactado ou impactada pela norma forma de aprender? Adoro falar sobre o tema, em breve volto com educação e transformação digital por aqui.



 

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Empreendedora, Relações Públicas, especialista em marketing digital e pesquisadora de big data/inovação/humanização de dados. Professora de cursos de marketing digital, empreendedorismo e comunicação digital. Fundou seu primeiro negócio com 17 anos, possui experiência com liderança de equipes e projetos, millenial das clássicas e acredita que o sucesso é resultado da consistência.