Quando você imaginou que pessoas comuns seriam pagas para falar sobre produtos em seus perfis nas redes sociais?

Parece comum, mas pouco tempo atrás não faria muito sentido  se eu te dissesse que isso acontece inclusive com pessoas que tem menos de 5 mil seguidores, né?



Estamos vivendo um momento muito interessante. Hoje quero falar sobre como o movimento da transformação digital demonstrou para as marcas e empresas que no centro de tudo é preciso estar o cliente, desenvolver a partir do cliente, criar para o cliente. Entregar de forma transparente (dá pra grifar em amarelo neon essa última, editor?). Os cases estão aí para provar, a Domino’s que o diga já que cumpriu o objetivo por meio da transformação digital conseguindo valorizar em +5.000% suas ações na bolsa em menos de uma década e se tornar a maior empresa de pizza do mundo.  

A transformação digital que de simples não tem nada, não é apenas digitalizar o seu negócio. É evoluir a cultura da empresa, trabalhar constantemente na otimização da experiência do usuário e do comprador, colocar no DNA da empresa o digital, em todos os seus processos. Esteja disponível, entregue o que prometeu, seja eficiente, torne a experiência boa. 

A Apple construiu um império e seu único foco sempre foi resolver problemas para os seus clientes. Segundo o Simon Sinek isso é na prática conceito que adoro e costumo implementar em meus clientes, Golden Circle.

Créditos: Google Images

Pensar no why de existir é ter claro a entrega e o impacto que o negócio pretende fazer. E na minha visão, isso tem tudo a ver com a transformação digital e o caminho que o marketing tem tomado.

Transformação Digital & Vc

Usar emojis e falar em primeiro pessoa já faz parte da comunicação das marcas que entenderam que estão conversando direto com seus clientes e fãs nas redes, e por isso, precisam se comunicar de igual para igual. Empresas que ainda não compreenderam o poder de estar direto na palma da mão do usuário e como usá-lo estão deixando o dinheiro na mesa todos os dias, o tempo todo, já que a internet não fecha.



É importante deixar claro que a transformação digital vai bem além de ter uma estratégia de e-mails, canais nas redes sociais, atualizar seu blog ou ainda produzir vídeos. Ela já está acontecendo mesmo sem você saber ou querer e de uma forma, digamos assim… exponencial

“67% da jornada do comprador agora é feita digitalmente. Isso significa que sua estratégia digital é mais importante do que nunca.”  Sirius Decisions

Para saber o melhor restaurante da região você pergunta ao Google. Para conferir se o apartamento que você está reservando no Airbnb ou no Diaspora.Black é bom vai direto para as avaliações. Repetir a agradável compra no e-commerce da loja de roupas preferidas já virou rotina e você não percebeu. Ou ainda ver os móveis da nova cozinha em 15 sites na internet, pesquisar o melhor e ir na loja escolhida comprar. 

É tudo integrado. Não é multicanal, agora vivemos o omnichannel – tudo interligado, funcionando como uma só máquina: o cliente comprou no site mas pode trocar na loja. Teve problemas na loja física? o chat online resolve! Ganhou pontos no quizz e pode retirar em produtos durante a semana na loja.

O digital não está mais LÁ. Apenas é o tempo todo em todo lugar. Se para os millennials, geração que nasceu a partir dos anos 80, já é natural esse processo, imagina para a geração seguinte. Não é incomum ver um bebê acostumado com o touch do celular dos pais, né? #FicaaDica #OFuturoChegou

O fato aqui é que essa mudança impacta diretamente as marcas e os negócios. A forma de se comunicar, falar, alcançar, vender, fidelizar… nada mais de convencer ou empurrar. Além da transformação digital, de pensar digital, quem escolhe somos nós. Pessoas, do outro lado do touch, com o poder de trocar de fornecedor o tempo todo. Queremos o melhor e mais fácil atendimento. Quem respondeu com mais criatividade e em menos tempo. 

E saber se comportar como um negócio competitivo neste ambiente é um desafio. Mas você pode pivotar tudo se ajustar o mindset e ter como principal foco (quiçá obcecado pelo seu cliente) o motivo dos seus lucros, aquele que deveria ser a razão da sua existência: o cliente.

Aposto que se eu falar que faria de tudo para ter um roxinho do Nu qualquer um que tenha acesso à informação sabe de que marca e qual produto desta marca estou falando.

É um processo natural e só dá certo se esse foco estiver claro. Tudo é um processo só e precisa estar bem alinhado, na cadência certa para nenhum canal ter falha. E tem mais um ativo nessa história toda. Que não dá para deixar passar!

Rastros por todos os lados (e páginas)

O embalo da transformação digital também nos deixa outro ativo muito poderoso. O nosso petróleo do século XXI, os dados.

Não é difícil, muito menos caro para uma empresa hoje, saber se você tem um iPhone ou um Android. A que horas acessa o site. Em quais redes sociais segue o seu negócio. Lê a newsletter? Que outros sites acessa… esportes? ciência? investimentos?

E isso só pra começar a conversa. Estamos falando de captar áudio do seu microfone e algumas horas depois aparecer um anúncio na sua timeline que tem tudo a ver com a conversa ´há pouco. Quem nunca? #MeAssusteiNaPrimeiraVez

O que quer que visitemos, quais perfis clicamos, que e-mails enviamos, os lugares aonde vamos… tudo fica registrado. Quero alertar que usar esses movimento para entender cada vez mais o seu cliente é um ativo único, assertivo e ágil para achar os caminhos ideiais principalmente para a sua estratégia de marekting.

Por isso o  Growth Marketing vem crescendo. Fazer testes para entender quais as melhores e piores variáveis de uma estratégia de marketing, potencializam de uma forma surpreendente a possibilidade de acelerar e escalar resultados. Quanto mais você errar, mais rápido vai acertar. Os gargalos do seu negócio podem estar na sua frente, a transformação digital exige velocidade.

Esse é o pensamento que a transformação digital vem para o marketing, na minha visão. Já vi negócios que absorvem e geran insights a partir dos dados para melhorarem os resultados em mais de cinco dígitos em menos 30 dias.

Logo, acredito que não é preciso lamentar uma campanha que não performou como esperávamos. A resposta aos e-mails não pode esperar duas semanas. O post não precisa ser uma obra de arte… vai durar menos de 30 minutos na timeline.

Aprender a arte de errar vai te ajudar a performar melhor se observar cada vez mais, em detalhes, o que está desajustado na sua estratégia de marketing.

Hands On 

A Gartner Research afirma que até 2020, os clientes irão administrar 85% de seu relacinamento sem falar com um ser humano. O seu negócio hoje estaria pronto para isso?

Fique feliz pois ainda não estamos em 2020. Mas cuide para não ficar com medo de entrar com os dois pés nas mudanças se não o seu negócio vai viver o Momento Kodak, se é que me entende. #RipKodak #RipBlockBuster

O usuário e o cliente já estão exigentes faz tempo. “É batata” como se diz por aí: se o cliente não gostou publica algo no seu perfil e vá lá você administra uma crise de imagem. Publicou falando bem? podem chover clientes em um instante.

O poder de escolha trocou de lugar, se o foco não for no cliente o negócio não vai prosperar já que estamos empoderados enquanto consumidores. E digo mais, cada dia um contato mais personalizado, moldado feito one-to-one… nada de B2C OU B2B. Agora vivemos o H2H: human to human.



Author: Tháfila Araujo

Empreendedora, Relações Públicas, especialista em marketing digital e pesquisadora de big data/inovação/humanização de dados. Professora de cursos de marketing digital, empreendedorismo e comunicação digital. Fundou seu primeiro negócio com 17 anos, possui experiência com liderança de equipes e projetos, millenial das clássicas e acredita que o sucesso é resultado da consistência.