Criatividade

Quando eu comecei a escrever esse artigo, tinha ideia apenas do tema. Ainda não sabia qual seria a linha de abordagem, os tópicos a serem desenvolvidos e qual a mensagem queria passar.




Há um pouco mais de 10 anos, quando ainda cursava Engenharia de Produção, tive a imensa satisfação de fazer uma disciplina de nome “Aprendizagem da Criatividade” com o professor João Martins da Silva. Era uma disciplina eletiva, muitos se interessaram apenas pelos créditos que poderiam ser obtidos ao se matricular.

Nessa época, ainda era muito comum associarem criatividade a uma capacidade natural que alguns indivíduos têm para realizarem trabalhos de cunho artístico. Pessoas criativas, supostamente, seriam apenas aquelas com o dom de inventar músicas ou de pintar quadros. Pra muita gente não fazia sentido falar em criatividade dentro do contexto pragmático da engenharia.

Origens

De fato, as bases para o progresso das ferramentas relacionadas aos processos criativos têm fundamentação nas artes. Com o avanço das indústrias, houve necessidade de se sistematizar as etapas de criação, surgindo disciplinas como o design de produtos. Diferentes metodologias surgiram no sentido de fazer com que a criação voltada à inovação pudesse ser encarada como processo, deixando de depender apenas da genialidade de algum iluminado.

Hoje, acredito que a maioria das pessoas tem ciência de que essa não é a visão mais correta. A própria definição de criatividade no dicionário Houaiss traz algumas dimensões de extrema relevância para a análise.

Primeiramente, criatividade é algo nato ou que pode ser adquirido. Ou seja, apesar de haver pessoas que naturalmente têm propensão, essa competência pode sim ser adquirida. Além disso, o conceito do termo diz respeito à inventividade e inovação não só no campo artístico, mas também no científico, esportivo ou outro qualquer.

Isso é algo que fica muito claro atualmente. Disrupção, a palavra da moda, passou a ser um termo relativamente usual. A todo instante surgem novos negócios, novas tecnologias. E fica fácil reconhecer que a criatividade é, sem dúvidas, uma das principais qualidades dos envolvidos nesse processo.

Método

É possível encontrar diversas bibliografias tratando do assunto, principalmente no que tange ao processo criativo no design de produtos. Mike Baxter, em sua obra “Projeto de Produto – Guia Prático Para o Design de Novos Produtos” – Editora Blucher, ano 2000 – estabelece cinco etapas do processo criativo: inspiração, preparação, incubação, iluminação e verificação. Para cada uma delas, o autor propõe ferramentas para suportar esse procedimento.

E, embora tenham sido propostas para um contexto específico, essa sistematização pode ser utilizada para qualquer outro processo criativo. Por exemplo, a criação de uma startup. A inspiração vem da identificação de uma dor que irá nortear o desenvolvimento da ideia. Após essa definição, é possível trabalhar com as ferramentas propostas por Baxter para a transformação da ideia inicial em produto ou serviço, mesmo que trabalhando por analogia ou abstração.

Volto ao parágrafo inicial. Fiz questão de compartilhar que, ao começar a escrever, ainda não tinha todas as diretrizes sobre o artigo definidas. Quis usar o próprio exercício de elaboração do texto como parte da abordagem do desenvolvimento de um processo criatividade, como algo que pode ser sistematizado e executado de modo metodológico.

Provavelmente a maior parte de nós jamais poderia ser um pintor ou músico de sucesso. Mas se tratarmos a criatividade como processo, podemos aprender a ser criativos. Seja para gerar novos negócios, inovar nos produtos da empresa em que trabalhamos ou mesmo para escrever um artigo como esse.




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