Gestão de Pessoas e Propósito

Uma grande parte das pessoas, especialmente no Brasil, trabalha para sobreviver. Saem de casa todos os dias e fazem o que tiver que ser feito, apenas no intuito de garantir o salário ao final do mês. Sustentam suas casas e suas famílias vivendo um dia após o outro, e tudo a mais que tiver que acontecer em suas vidas será fruto meramente do acaso. Quando muito, ouvimos o popular, porém digno, “trabalho para dar uma vida melhor para meus filhos”.



Propósito é aquilo que se busca alcançar. Um objetivo definido, uma finalidade. A razão de ser de algo. Ter um propósito é, normalmente, uma característica comum a todos aqueles que trabalham para viver. Usam o trabalho como meio para conquistas, tanto materiais, quanto de experiências de vida. É justamente a situação contrária à citada inicialmente.

Eu deveria ter um propósito?

Só você pode mudar sua realidade. Isso é um fato inexorável. É claro, você pode receber ajuda. Da sua família, de um gestor, de um voluntário, de um projeto social e até mesmo do governo. Mas se você não se empenhar e não trabalhar com afinco, se não tiver dedicação,  mesmo que seja para ter uma ideia maravilhosa e inovadora com alto poder de remuneração, nenhum auxílio irá adiantar.

E só você pode fazer isso por você mesmo. Se não conseguir estabelecer metas factíveis para si e não se planejar para alcançá-las, você é um forte candidato a viver uma vida cujo único sentido é a sobrevivência. Tudo o que vier a acontecer, você deverá aceitar de bom grado. A responsabilidade é sua.

Sendo assim, cabe a cada um decidir o que é melhor para si. Mas não adianta é passar a vida inteira apenas reclamando, fazendo sempre as mesmas coisas e esperando resultados diferentes.

Tenho um propósito. E agora?

O primeiro passo é estabelecer quais são as etapas necessárias para que você possa viver seu propósito. Dificilmente você vai conseguir executar do dia pra noite, é bem possível que você tenha que estabelecer objetivos menores e progressivos para alcançar o que deseja.

Tem uma música do Metallica que diz “How can I be lost? If I’ve got nowhere to go?”. É bem por aí. Quem não tem pra onde ir, qualquer lugar serve. Se você quer ser um executivo de uma grande empresa, comece estudando quais as ações de pessoas que te inspiram. Trabalhe para buscar as mesmas oportunidades.

Pode ser que seu propósito seja algo maior, relacionado a alterar a realidade da sua comunidade e impactar pessoas positivamente. Se esse é seu caso, comece fazendo tudo o que puder para mudar sua própria vida e a de quem está mais próximo a você. Busque se associar a outros indivíduos que têm propósitos parecidos. Descubra como influenciar pessoas e traga gente que ainda não conseguiu estabelecer os próprios objetivos para se engajarem em sua causa.

E o que a gestão de pessoas tem a ver com isso?

Se você trabalha em uma empresa que a maior parte dos colaboradores leva a vida no esquema “trabalhar, comer e dormir”, realmente a discussão em torno do propósito talvez não faça muito sentido. As ferramentas para gerenciar pessoas nesse tipo de contexto são estudadas desde o início do século passado.



Porém, o cenário tem mudado. Várias das empresas mais relevantes do mundo atual têm pouquíssimos funcionários. Aliás, nem são tratados dessa forma, em geral são sócios ou parceiros. E aquelas que ainda têm uma maior necessidade de mão-de-obra estão investindo incessantemente para mudar essa situação. Basta ver os casos da Amazon e do Uber.

Nesse sentido, é fundamental aos profissionais de gestão de pessoas tomarem ciência desse fato. Se sua empresa não compreende isso e não oferece oportunidades para que as pessoas com propósitos bem definidos evoluam, elas fatalmente usarão sua instituição como ponte. Podem até trabalhar de modo dedicado no dia-a-dia, mas vão te deixar na mão sem aviso prévio e sem nenhum remorso.

Mais que isso. A tendência é que as pessoas procurem saber quais são os propósitos da organização e busquem apenas trabalhar naquelas cujos objetivos estejam alinhados aos seus. Vai ser cada vez mais comum observarmos gente se recusando a trabalhar em empresas que não investem em preservação ambiental, por exemplo.

É claro, a realidade brasileira é complicada. Chegar para alguém que a vida toda foi “operário padrão” e está há mais de ano desempregado falando que ele precisa ter um propósito pode ser algo aparentemente descabido, muito embora não deixe de ser verdade. Mas não podemos fechar os olhos à possibilidade de ele concluir isso por si mesmo. Nem ele, nem ninguém. A geração que está entrando agora no mercado de trabalho, muito pela facilidade de acesso à informação, tem demonstrado estar cada vez mais alinhada a essa ideia. As empresas que estão mudando o mundo são referências para eles. Precisamos estar preparados para isso.

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