Inteligência artificial como vantagem competitiva

Inteligencia Artificial (1)

 

Inteligência artificial (IA) como vantagem competitiva não é mais papo de futuro. Nem somente para empresas grandes e com possibilidades de investimento. Muito menos só robô. Ela é presente. E presente de uma forma no nosso cotidiano, que nem percebemos que por muitas vezes ela está lá. Te recomenda um filme, uma música, qual o melhor caminho a seguir e até pergunta se você está bem. Mas também é um grande ativo para criar vantagem competitiva para pequenos, médios e grandes negócios.

Essa semana li um dado que me fez pausar o café. Acredite, cai no meu próprio achismo. Veja:



“17% das empresas que investirão em tecnologias digitais pretendem investir em sistemas inteligentes de gestão, gêmeos digitais e inteligência artificial” – segundo a pesquisa de 2018 sobre Investimentos em Indústria 4.0 realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Quando digo que cai no meu próprio achismo, assumo que “imaginei” que isso já estivesse mais avançado por estar dentro da (minha, talvez sua) bolha. Admito. 

Foi assim que eu decidi sobre o que conversaríamos hoje: é possível fazer a inteligência artificial chegar de forma mais abrangente aos empreendedores e empreendedoras? como criar hoje mesmo algum tipo de vantagem competitiva usando IA? 

O cenário empreendedor, segundo a pesquisa do Insper e o Sebrae-SP está assim este ano:

Inteligência artificial como vantagem competitiva para empreendedores brasileiro que acreditam no crescimento da economia este ano

A pesquisa do Insper aponta que as prioridades variam: enquanto a maioria dos comerciantes e prestadores de serviços devem investir mais na divulgação do negócio, a indústria aposta em novos funcionários e na compra de equipamentos. Mas é preciso destacar que a categoria empreendedora vem se sentindo mais confiante e isso provoca inovação.

Investir em tecnologia é um dos passos fundamentais para o próximo nível do seu negócio, como disse o Diego Azevedo, aqui no portal. A pesquisa realizada pelo CNI, mostra que 42% das companhias desconhecem a importância das tecnologias digitais para a competitividade, ou seja, há um gap a ser preenchido. Entender que é fácil dar alguns passos para estar dentro deste cenário é meu objetivo com você hoje. Quer entender como é possível implementar IA como vantagem competitiva no seu negócio? Este artigo pode te ajudar a dar alguns passos no caminho.



 

Watch out: ela veio para somar, não pra te subtrair.

Olhar para a IA como um elemento somatório para os empreendedores é fundamental. Ela  permite que as empresas limitem o tempo gasto pelos trabalhadores humanos em tarefas repetitivas e demoradas. Assim, otimiza todo o fluxo de trabalho para maximizar a eficiência, cortar custos e manter uma vantagem competitiva.

Os chatbots, por exemplo, estão presentes de uma forma tão natural. Ajudam muitos negócios a não perderem mais o contato com algum usuário ou ainda melhorar o atendimento ao cliente. Se você usa de alguma forma o chatbot na estratégia do seu negócio, te recomendo assistir esse vídeo para entender a diferença entre chatbot x assistente virtual e compreender se você tomou a decisão certa.

A medida que você busca se atualizar e informar a respeito do desenvolvimento da IA no seu mercado, sua visão pode se transformar. Junto com o seu negócio.

Se já tiver uma equipe, entenda como tranquilizá-la, conscientizá-la e o melhor, criar um ambiente colaborativo em todos os sentidos para gerar valor de forma abundante para todos os envolvidos. A McKinsey, por exemplo, estima que apenas 5% dos empregos serão eliminados pela IA. Não há motivo para temer. 

É preciso empreender também para usar IA. Empreender no aprendizado. Aprender a aprender. Ou reaprender. O que você preferir.

 

Aprendendo a reaprender para usar inteligência artificial como vantagem competitiva

O Tiago Mattos, futurista, comenta que a quando perguntam a ele qual é a habilidade fundamental do futuro ou o que não dá para deixar de aprender para sobreviver “com os robôs” é: aprender a aprender.  

(Não sei se essa frase é exatamente dele, mas é dele que eu lembro de ouvir)

Veja, fomos guiados para uma configuração curricular padrão. Temos um sistema padrão (e falho) de educação. Não somos, inclusive, incentivados a empreender. Então, inserir IA na rotina dos seus negócios também te exigirá esta fase: reaprender.

Questionar funções que hoje são ocupadas por colegas humanos mas que poderiam ser desenvolvidas por uma inteligência artificial, enquanto os colegas produzem algo que somente a cognição humana permite fazer. Reaprender para aprender a resolver novos problemas, trabalhar em conjunto com a IA. Todos os tipos e modelos de negócio. 

A Amazon, por exemplo, desenvolveu um sistema de robôs conectados para otimizar o serviço da central de atendimento. Com isso, conseguiu reduzir o tempo gasto na pesquisa de um produto no depósito e aumentou o número de pedidos realizados no dia.

Isso também gera um outro ativo muito valioso para os negócios, e aqui está outro nível, diferenciado para alguns e básicos para outros, mas certamente é quem quer assertividade na tomada de decisão. O que costumo chamar de o petróleo do século XXI: dados.

 

Análise de dados para os verdadeiros resultados competitivos

Verdadeiros pois nem sempre um bom número é um bom resultado. Tudo depende de como esses dados devem e serão ser lidos. Além da inteligência artificial, o big data também é um termo bem presente nas discussões de inovação e também na equipe de analistas e gestores, camadas de decisão. É interessante perceber que, conforme as máquinas ficam mais inteligentes, a forma que elas podem perceber e analisar dados se torna mais eficaz. Isso tende a revolucionar a maneira como iremos interagir com dados nos próximos anos.

Ferramentas como Hotjar e Navegg podem te ajudar, já em uma camada bem rasa (mas poderosa), a coletar dados dos seus usuários e clientes para tomar decisões (aqui, falei o passo-a-passo de como diminui a taxa de rejeição de um site de 71,11% para 18,25% em 30 dias usando essas duas ferramentas) e quiçá vender mais.

Os dados captados também por tecnologias como chatbots, assistentes virtuais podem somar MUITO ao seu aprendizado em relação à experiência do cliente. É a era dos assistents, como já disse o Stefano Velludo.

Acredito que a inovação funciona melhor como um híbrido de tecnologia e trabalho humano, uma vez que essa combinação otimiza o fluxo de trabalho, aumenta a eficiência e os lucros (por consequência).  Destaco que, apesar de todos seus avanços, a indústria da IA ainda está vivendo um processo inicial e as chances de que os robôs dominem o mundo são escassas.

É muito mais do que tendência. Portanto, busque estar por dentro do que acontece no seu setor dentro das áreas de inteligência artificial e transformação digital.

Por aqui, podemos sempre tomar um café e bater um bom papo sobre estes assuntos. Ficarei feliz de receber a tua visão sobre o que trouxe no texto de hoje para evoluir o conteúdo. 

Até a próxima! 



0 I like it
0 I don't like it

Empreendedora, Relações Públicas, especialista em marketing digital e pesquisadora de big data/inovação/humanização de dados. Professora de cursos de marketing digital, empreendedorismo e comunicação digital. Fundou seu primeiro negócio com 17 anos, possui experiência com liderança de equipes e projetos, millenial das clássicas e acredita que o sucesso é resultado da consistência.