Liderança Situacional

Liderança é um assunto que faz parte da discussão no contexto organizacional nas fileiras acadêmicas e no dia-a-dia dos empreendimentos, desde que há essa noção de empresa que conhecemos. O líder é aquela pessoa que influí diretamente sobre o pensamento e comportamento das demais, por meio de sua conduta, ordens e ações, sejam elas subordinadas diretamente a ela ou não.



Com a evolução e aprofundamento dos conceitos, diversos aspectos da liderança têm sido compreendidos e aplicados. A liderança situacional é uma dessas abordagens, muito útil nesse cenário de mudanças constantes e necessidade de adaptação.

Aspectos gerais da liderança

O tema liderança tem sido discutido ao longo da história, a partir de diferentes prismas, com abordagens de cunho religioso, político, militar e empresarial. Em qualquer quadro onde haja certa hierarquização, a figura do líder se faz presente.

No âmbito das organizações de mercado, o papel do líder vem sendo estudado sobre inúmeros aspectos que vão desde a definição do que é ser líder, até as formas mais adequadas de exercer essa liderança.

Chiavenato, em sua obra clássica “Administração: Teoria, Processo e Prática”, de 1985, conceitua a liderança como sendo justamente a influência interpessoal exercida em uma dada situação, conduzida por meio de um processo de comunicação entre humanos, visando o alcance de determinado objetivo.

É possível afirmar que não há uma recomendação única em relação à liderança. Não há um estilo que prevaleça sobre os demais. Hoje o entendimento mais aceito é de que o líder deve apresentar determinadas características para que atinja o sucesso, como otimismo, capacidade de negociação e empatia, entre outros, e que determinadas formas de atuar são mais indicadas em certas ocasiões.

Estilos de liderança

A partir do conceito de liderança como a capacidade de uma pessoa de influenciar as demais em um grupo, diversos estudos e teorias foram formulados ao longo do século passado culminando na definição de três estilos que podem ser amplamente observados:

  • Liderança autoritária – o líder é responsável por definir as diretrizes, sem que haja o envolvimento dos demais integrantes do grupo. Cabe a ele também decidir sobre as providências que devem ser tomadas e sobre quem executará cada tarefa e de que forma. Normalmente, observa-se nesse tipo de líder um perfil dominador e personalista.
  • Liderança liberal – o líder apenas sugere as diretrizes, mas acredita que a equipe tem maturidade suficiente para se autogerenciar. Não cobra os indivíduos ao longo da execução do trabalho, só em relação aos resultados. É comum a pessoas que não querem se indispor perante o grupo e que têm dificuldade para tomar decisões.
  • Liderança democrática – as decisões são definidas por meio de consenso e costuma-se observar aspectos que vão além do trabalho em si, como qualidade de vida dos envolvidos. Favorece uma maior eficiência e qualidade na rotina de atividades, mas podemos observar problemas de clima em caso de impasses entre os membros.

Já o conceito de liderança situacional proposto por Paul Hersey e Kenneth Blanchard na obra “Psicologia para Administradores de Empresas”, de 1986, parte da premissa de que o líder consegue adaptar seu estilo de liderança de acordo com as circunstâncias em que se encontra e também ao grau de maturidade de seus liderados.

Entendendo a liderança situacional

De acordo com os autores que propuseram essa compreensão, a liderança situacional parte da premissa de que não existe um estilo de liderança adequado para todas as situações, e sim que as ocasiões devem definir o posicionamento e forma de atuação do gestor.

Uma vez escolhido o modelo de liderança ideal, o líder se encarrega de dirigir as pessoas, ditando suas funções e objetivos a serem alcançados. Cabe ao líder avaliar frequentemente seus subordinados e alterar seu estilo de acordo com os resultados dessa análise, de modo dinâmico e flexível. No modelo de liderança situacional, diferentes meios de atuação são utilizados, conforme a situação encontrada.

Para exercer a liderança situacional, o líder deve conciliar as tarefas que serão executadas por cada colaborador, dando a eles não só orientação e direção, mas também o suporte emocional, por meio de um relacionamento focado em empatia e na busca pela evolução da maturidade da equipe.

Mapa da Liderança Situacional – Hersey and Blanchard

Fonte: mysourcingleader.com

O mapa da liderança situacional mostra que o grau de envolvimento e a postura do líder devem variar de acordo com a maturidade do subordinado. Ou seja, um líder pode ter que atuar de diferentes formas dentro do um mesmo time.

Quando um colaborador ainda está iniciando em sua experiência profissional (ou na função), não adianta que o líder apenas o apoie. É necessário um envolvimento direto, o líder deve tomar decisões pelo subordinado, que deve ser constantemente cobrado no que tange ao seu aprendizado.

Nos estágios intermediários, o líder passa a atuar mais como alguém que está lá para ajudar, que mostra o caminho, mas que começa a transferir responsabilidades. Nessas etapas, o principal alicerce deve ser a capacidade de motivar. O líder deve se fazer presente e demonstrar seu carisma, pois quando a maturidade aumenta, é normal que os colaboradores passem a questionar a sua autoridade.

Já para os subordinados com o maior grau de maturidade, a cobrança deve ser quase que exclusivamente em resultados. É necessário também encontrar formas de reconhecer esse subordinado, uma vez que ele passa a se enxergar como apto a também exercer liderança.

Embora mais difícil de ser implantado, o modelo de liderança situacional pode ser o mais adequado no contexto onde as mudanças se tornaram rotina e as equipes passaram a ser formadas por pessoas de diferentes gerações, com os mais diversos interesses.

Para sua aplicação eficiente, é necessário que o líder desenvolva uma grande capacidade de identificar e avaliar perfis, de ajustar o discurso e a forma de transmitir o que quer para seus subordinados, tomando cuidado para sua postura diferenciada em determinados casos não seja vista como algo que privilegia uns em relação a outros.

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